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Vigilantes do HPS João Lúcio reivindicam pagamento de salários

De acordo com o Sindicato dos Empregados e Empresas de Segurança e Vigilância de Manaus (Sindevam), o atraso de salários da categoria acontece todos os meses

21/09/2020 às 12h38 Atualizada em 21/09/2020 às 18h28
Por: Fonte: D24H
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Vigilantes do HPS João Lúcio reivindicam pagamento de salários

Manaus – Vigilantes do Hospital e Pronto Socorro (HPS) João Lúcio, na zona leste de Manaus, protestaram por atraso de salários, na manhã desta segunda-feira (21), em frente a unidade hospitalar. Eles são funcionários da empresa Millenium, contratada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados e Empresas de Segurança e Vigilância de Manaus (Sindevam), Valderli da Cunha Bernardo, o atraso de salários da categoria acontece todos os meses. Há duas semanas, representantes do Sindevam foram até a SES para tratar sobre o assunto, mas não tiveram uma previsão do órgão.

“Infelizmente, a resposta é que não tem previsão para pagar. Mediante essa situação os trabalhadores resolverem cruzar os braços, e nós, do sindicato, viemos aqui apoiar a luta dos trabalhadores,” disse o presidente do Sindevam.

 

Pelo menos 22 vigilantes participaram do protesto para exigir que o Governo do Amazonas pague o salário da categoria. Conforme o vigilante Cleverson Cavalcante, funcionário da empresa contratada há 2 anos, durante a rotina de trabalho os trabalhadores ficam expostos ao vírus da Covid-19.

“Tem o risco, a periculosidade, nessa questão da Covid-19, já que o vigilante é o primeiro que atende o paciente quando chega. Não é o técnico em enfermagem, não é o enfermeiro, não é o médico, é o vigilante. É ele quem está lá na porta recebendo quem está doente. Em decorrência disso, da nossa responsabilidade, merecemos o nosso salário em dia”, ressaltou Cleverson.

Ainda segundo o presidente do sindicato da categoria, os vigilantes da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) também estão sem receber salários e o governo do Estado ainda não se posicionou sobre os pagamentos.

“O Estado empurra para a empresa e a empresa empurra para a administração do hospital. Enquanto não houver uma solução, os trabalhadores vão permanecer com as atividades paralisadas aqui no Hospital João Lúcio”, garantiu.

Nota

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que “a programação para o pagamento dos serviços prestados pela empresa referente ao mês de julho, acontece no decorrer da semana. Quanto ao pagamento dos valores referentes ao mês de agosto, a secretaria aguarda, por parte da empresa, a documentação necessária para iniciar o processo de pagamento.

 

A SES-AM ressalta que cabe a empresa a obrigação de garantir o cumprimento das responsabilidades trabalhistas, enquanto os repasses da secretaria atendam o prazo e os trâmites conforme determina a lei.”

 

Ceylla Monik / redacao@diarioam.com.br

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